segunda-feira, 21 de novembro de 2022

 

"Bixo Papão Restaurante na Amadora" por Maria Delfina Gama

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Chef Francisco Borges abriu um espaço na Amadora em fevereiro de 2020, conheça a sua visão.

Como nasceu este projeto?

O projeto nasceu de uma vontade há muito reconhecida de começar um negócio próprio, fruto da necessidade de me tornar patrão de mim mesmo e poder dar asas a algo mais criativo e que me permitisse (pensava eu!) poder ter mais tempo para usufruir da vida familiar. Essa última caraterística, hoje reconheço, que vinha de um lugar de grande ingenuidade, mas sem dúvida que o fato de poder ter algo a que chamo “meu” me dá uma enorme satisfação e orgulho, apesar de reconhecer que é ainda um “work in progress”.



Como desenvolveu e ganhou a paixão que vemos pela sua atividade?

Comecei a trabalhar em cozinha primeiro, como muitos, na copa, até que experimentei trabalhar na cozinha, e daí nasceu o gosto e amor que nutro pela profissão. Filho de uma cozinheira de mão cheia, acho que naturalmente desenvolvi uma certa aptidão para boa comida e ainda hoje a minha mãe é uma fonte de inspiração (não fizesse parte da carta, o caldo de peixe à dona Rosa).



Trabalhou sempre numa empresa familiar? Ou teve outro percurso?

Passei pelas mãos de alguns nomes reconhecidos na indústria como Pedro Zaguri Telles, Chef Marta, Chef Elsa Cardoso, Chef Kiko, Christophe Giuntini ,entre muitos outros, aos quais devo também o meu profundo respeito, porque com todos aprendi sempre algo que me inspirou (e inspira ainda hoje) e que trago ainda hoje como base do meu trabalho atual. E para além disso, tive uma experiência em Berlim, no restaurante Lata Berlin, criado por portugueses, restaurante de cozinha gastronómica portuguesa do qual tive o privilégio de participar desde o seu começo.



Como nasceu o Bixo Papão?

O Bixo Papão nasceu na Venda Nova por um acaso, quando era ainda mais uma ideia do que propriamente um projeto: foi-me dado a conhecer o espaço e, apesar de pequeno e completamente vazio, serviu de tela perfeita para que pudesse começar.



Portanto, começou do zero?

Todo o espaço foi totalmente remodelado e reconstruído do zero com as minhas próprias mãos e, com a ajuda de amigos, no final de fevereiro de 2020, abri portas, para 2 semanas depois ser forçado a encerrar devido à pandemia. O começo foi tumultuoso (como para qualquer negócio) acrescido de muito “stress”, dada a incerteza levantada pela Covid 19. Tinha apostado todas as minhas cartas neste negócio e depositado nele todo o meu investimento e futuro financeiros e, portanto, foram tempos difíceis.



Tem sido fácil dar a conhecer o Bixo Papão?

Hoje, a tasca já passou por várias fases de desenvolvimento e sinto que tem quase vida própria, a ideia do negócio tem vindo a amadurecer, e a oferta atual é uma fusão entre a tradicional tasca portuguesa e um conceito de “bistrot” focado na experiência, não só para o Cliente, mas para mim mesmo, já que o menu não é propriamente fixo e me permite experimentar, quase que diariamente, novas técnicas, ideias e sabores e explorar o terreno entre aquilo que eu acho que o Cliente quer e aquilo que, na verdade, cada um que se senta à mesa do Bixo Papão acaba por experienciar.



Sem um menu fixo, não sente mais dificuldade em fidelizar os Clientes?

Esta flexibilidade permite-me ainda customizar menus de degustação e proporcionar experiências personalizadas, àqueles que fazem reservas para ocasiões mais pessoais e intimistas, coisa que o próprio espaço, pelo seu tamanho, permite fazer naturalmente.



Além desta oferta de comida que acreditamos ser única, o que complementa o serviço?

Para complementar a oferta de comida, a tasca tem também um foco especial na carta de vinhos, que, longe de estar terminada, tem sido outro ponto de grande foco, já que a ideia inicial sempre foi fazer o “pairing” perfeito entre o prato e um bom vinho português, claro!



Com uma esplanada coberta para 12 pessoas e serviço de “take away” um pequeno espaço de qualidade para quem gosta de serviço de excelência.


Rua Prof. Egas Moniz—11A Amadora

+351 913 993 364


Visitem e deem-me “feedback”

 da Vossa experiência nesta zona de Portugal.

 

                                      (texto da autoria de Maria Delfina Gama)


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