É essencial fornecermos as ferramentas adequadas para um negócio de futuro.
O desenvolvimento profissional é habilitarmo-nos
ou tornarmo-nos qualificados para o exercício da nossa profissão ao longo de
toda a vida. Independentemente do grau académico ou profissional é essencial
formação constante e empenho na aquisição de saber no exercício de funções.
A formação é imperiosa
em todos os departamentos de uma empresa e, claro está, desde a base ao topo. O
desenvolvimento profissional não é só a aquisição de conhecimentos académicos o
que, salvo raras exceções, é o que tem menos importância para o futuro da
empresa a médio ou longo prazo.
Considera-se
formação: cursos com um determinado número de horas adequados à função
exercida, mas também a participação em reuniões, congressos, conferências ou, mesmo, pequenos detalhes fornecidos por quem tem
mais experiência durante todo o período de trabalho.
Chegar ao ponto de ser necessário legislar a formação anual obrigatória é
um ponto que desabona qualquer atividade. Uma vez legislada não se pode fugir à
obrigatoriedade da mesma e a gastar o dinheiro para cumprir a lei, qual a
relevância de a fazermos inadequadamente?
Oiço amiúde algumas pessoas dizerem que efetuaram uma qualquer formação na
empresa, mas não foi nada de especial, foi só para cumprir a lei! Volto a
perguntar: qual a relevância de o fazerem? A mesma formação para todos os
funcionários é um erro que em nada ajuda nem os mesmos, nem a empresa!
Já que se está a cumprir a lei, aproveite-se. É um absurdo pensar-se que a
formação, por exemplo, para quem trabalha no restaurante pode ser igual para
quem trabalha nos andares, na manutenção ou outras áreas que embora
interligadas são todas singulares pese existir alguns elos comuns.
Cabe-me assinalar outro fato que, infelizmente, oiço frequentemente:
Investimos na formação e os funcionários depois deixam-nos, um investimento sem
qualquer compensação. Isso não corresponde à verdade, se um funcionário bem formado
decide deixar-nos, demonstrará na nova empresa que na nossa não houve
facilitismo, houve exigência e esta é um requisito fundamental no mundo do
trabalho a que nunca deveríamos fugir.
É essencial fornecermos as ferramentas adequadas para um negócio de futuro.
Se todos se empenharem em prestar uma boa formação ás suas equipas, muito
em breve, teremos dificuldade em encontrar funcionários malformados. E,
teremos, funcionários a enaltecer a postura da empresa que não facilita.
Não posso deixar de assinalar mais um fato primordial e a evitar com vista
a fornecermos ao nosso “staff” uma formação de qualidade. E o que
é? Nos últimos anos temos assistido a uma ascensão de empresas de formação e
formadores a que eu chamo, como diz a expressão popular “pau para toda a colher”.
Um fator muito desfavorável para quem cumpre a lei é a contratação de
formadores ou os serviços de uma empresa de formação cujos conhecimentos e
experiência na área da formação desejada são quase ou mesmo nulos, ou seja, em
nada vai prestigiar ou ajudar à melhoria de competências dos funcionários e,
consequentemente, em nada melhora os nossos serviços.
A título pessoal digo que o ter frequentado aulas de direito laboral
durante toda a minha vida, ter uma noção da matéria, não me confere saber para
poder formar alguém nessa área, esta deve ser ministrada por um Advogado. Mas
posso dizer também que pese muitos pedidos (alguns de profissionais) para eu
formar na confeção de alguns pratos não o faço, pois entendo que embora com
muito boas “reviews” de quem eu, no exercício de funções, ensinei
ou provou a minha comida não tenho conhecimentos básicos, nem experiência
suficiente para o efeito. E, imagine-se, há longos anos passei muitos, mas
mesmo muitos fins-de-semana a fazer o básico: descascar batatas, cebolas,
preparar legumes, etc.
Já fui convidada para o fazer em áreas que pese possuir bons conhecimentos
não considero ter os suficientes para ajudar os formandos ou as empresas,
rejeitei.
Uma coisa que sempre disse na minha atividade foi que das melhores
compensações é ensinar e passar saber, criar profissionais de futuro. Para isso
é preciso saber o que estamos a ensinar, não basta ter um certificado de
aptidão.
É preciso primar-se pelo bom senso e ter consciência na área da formação,
em contrário os resultados de quem augura melhores proventos é infrutífera. Por
outro lado, quem assiste a uma formação para “inglês ver” fica com uma nítida
ideia dos valores que imperam onde presta serviço.

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