terça-feira, 18 de abril de 2023

 

"A Toca do Coelho Restaurante" por Maria Delfina Gama

https://www.pramesa.pt/2022/01/a-toca-do-coelho-restaurante-por-maria.html#more
Qualidade na Usseira (Óbidos)

A fibra do empreendedor vê-se em momentos cruciais da nossa história: A Toca do Coelho Restaurante foi reaberto em plena pandemia pelo Chef Daniel Félix Monteiro, quem iniciou a profissão por mero acaso e nos diz que: “O insucesso escolar, levou-me ao sucesso profissional”. Em 2005 ingressou na Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém onde adquiriu o gosto pela cozinha. Foi em Peniche o primeiro emprego numa abertura pela mão de Diogo Neto em 2008 a quem reconhece méritos e gratidão.







A Toca do Coelho estava aberta há quatro anos com alguns Clientes fidelizados, contudo com um serviço muito diferente do atual, a nova imagem da casa não teve uma boa aceitação inicialmente, mas com o tempo essa situação foi ultrapassada.

Este restaurante tem um serviço, no momento, totalmente familiar. A abertura foi em agosto de 2020 com muita expetativa, todavia com muita apreensão face aos números e notícias sobre a Covid-19. Nesta fase contou com o apoio dos seus familiares como uma medida de prevenção ao desconhecido que mantêm ainda, embora tenha consciência que alguns dos colaboradores “irão voar com as suas próprias asas” a médio prazo.










O contentamento com o já algum sucesso é suplantado pelo descontentamento com a elevada carga fiscal, as enormes dificuldades em contratar profissionais com algum conhecimento e experiência. Julga que “Entendimento entre os Proprietários seria mais vantajoso para todos”, o restaurante situa-se numa zona pacata na Usseira a cinco quilómetros de Óbidos, zona turística de excelência, com excelentes acessos e uma vista magnífica.

Pudemos sentir o ambiente acolhedor e a satisfação na face de cada cliente a saborear cada iguaria escolhida com uma apresentação “nouvelle cuisine” a par com o sabor tradicional. A satisfação com a atenção prestada por cada funcionário não só aos adultos, mas com algumas das crianças ali presentes. O “timing” perfeito entre pratos e mediante os pedidos de cada mesa, inicialmente, com uma mesa de quatro pessoas de nacionalidade inglesa com um aumento contínuo nas horas seguintes não só por turistas nacionais como estrangeiros além de habitantes locais.

A disposição das carnes para escolha dos clientes é uma excelente ideia, o que facilita em muito o atendimento. Pode-se observar o trabalho na cozinha de forma efetiva e sem grandes correrias, vozes altas ou “stress”. Ainda que com bastante trabalho, o Chef Daniel Félix Monteiro não se escusa a dar alguns minutos do seu tempo aos clientes que solicitam a presença para algumas informações e parabenizar.






















































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"A Toca do Coelho Restaurant" by Maria Delfina Gama

Quality in Usseira (Óbidos, Portugal)


Entrepreneur's fiber can be seen at crucial moments in our history, A[DG1] [DG2]  Toca do Coelho Restaurant was reopened in the midst of a pandemic by Chef Daniel Félix Monteiro, who started the profession by mere chance and tells us: “The failure at school took me away to professional success”. In 2005 he joined the Escola de Hotelaria e Turismo in Santarém (Hotel business school), where he acquired a taste for cooking. It was in Peniche the first job opening by Diogo Neto in 2008 to whom he recognizes merit and gratitude.

Toca do Coelho was open for four years with some loyal Customers, however with a service very different from the current one[DG3] , the new image of the house did not have a good acceptance initially, but with time this situation was overcome.
This restaurant has a totally familiar service [DG4] at the moment. The opening was in August 2020 with a lot of expectation, however with a lot of apprehension given the numbers and news about covid. At this stage, he had the support of his family members as a measure to prevent the unknown, which he still maintains, although he is aware that some of the employees “will fly with their own wings” in the medium term.


Contentment with already some success is replaced by discontent with the high tax burden, the enormous difficulties in hiring professionals with some knowledge and experience. He believes that “Understanding between the Owners would be more advantageous for everyone”[DG5] , the restaurant is located in a quiet area in Usseira, five kilometers from Óbidos, a tourist area of excellence, with excellent access and a magnificent view.


We could feel the warm atmosphere and satisfaction on the face of each customer, savoring each delicacy chosen with a “nouvelle cuisine” presentation alongside the traditional flavor. Satisfaction with the attention provided by each employee not only to adults, but also to some of the children present there. The perfect “timing” between dishes and according to the requests of each table, initially, with a table of four people of English nationality with a continuous increase in the following hours not only by national tourists, foreigners as well as locals.

The display of meat in a glass case, to facilitate the choice of customers, is an excellent idea, which greatly facilitates the service. It is possible to observe the work in the kitchen effectively and without running around, loud voices or “stress”. Although with a lot of work, Chef Daniel Félix Monteiro does not hesitate to give a few minutes of his time to customers who request their presence for some information or to congratulate him.

































































(texto da autoria de Maria Delfina Gama)

 

Ginja, Compotas e Licores - Produtos de Qualidade

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Sem adoçantes, nem conservantes


A Licofrutos é uma empresa familiar da região Oeste de Portugal com sede na Boavista, no Bombarral, que se dedica à produção e comercialização de produtos frutícolas com incidência no cultivo de pera rocha, maçãs e produz também ginja.


Porquê a opção do cultivo de pera, maçã e ginja?

O microclima que carateriza a região Oeste proporciona condições excecionais para a produção destas frutas pelo que a Pera Rocha, maçãs e ginja que produzimos possuem qualidades organoléticas (cor, sabor e aroma) muito apreciadas.


E como é produzida a fruta?


A fruta é produzida em modo de produção integrada, contribuindo desta forma para a preservação da biodiversidade e respeito pelo meio ambiente.

Há quantos anos produzem doces e licores?

Em 2011 surgiu a ideia de transformar a nossa fruta de qualidade e genuinamente portuguesa em doces e licores tradicionais, distintos no seu sabor, sem adição de corantes ou conservantes.

Tenho conhecimento que muitos dos vossos produtos foram premiados, qual o sentimento de ver o trabalho reconhecido?

É muito bom ver o nosso trabalho reconhecido, os prémios também são uma garantia de qualidade para o consumidor

Licor de Ginja

  • Duas estrelas no Great Taste de Londres 2018;
  • Três estrelas no Great Taste Portugal 2017;
  • Uma estrela no Great Taste Portugal 2016;
  •  Medalha de Ouro 2022, 2020, 2018, 2017 e 2016 do Concurso Nacional de Licores Conventuais e Tradicionais Portugueses na categoria de licores de ginja;
  • Medalha de Prata 2015 do Concurso Nacional de Licores Conventuais e Tradicionais Portugueses na categoria de licores de ginja.

Licor de Amora

  •  Medalha de Prata 2016 do Concurso Nacional de Licores Conventuais e Tradicionais Portugueses na categoria de licores de bagas e frutos vermelhos.

Licor de Pera Rocha

  •   Medalha de Prata 2018 do Concurso Nacional de Licores Conventuais e Tradicionais Portugueses na categoria de licores à Bases de Fruta. 

Doce Extra de Pera Rocha


  • Medalha de Ouro 2018 do Concurso Nacional de Doces de Fruta Tradicionais Portugueses da Feira Nacional de Agricultura 2019. 

Pera Rocha Gulosa

  • Medalha de Ouro 2017 do Concurso Nacional de Doces de Fruta Tradicionais Portugueses na categoria de frutos em calda;
  • Uma estrela no Great Taste Portugal 2016.

Doce extra de Ginja

  • Medalha de Ouro 2017 e 2016 do Concurso Nacional de Doces de Fruta Tradicionais Portugueses na categoria de doces extra, extremes;
  • Medalha de Prata 2015 do Concurso Nacional de Doces de Fruta Tradicionais Portugueses na categoria de doces extra, extremes.

Doce extra de Maçã Reineta

 

  • Duas estrelas no Great Taste Portugal 2018;
  • Uma estrela no Great Taste Portugal 2017;
  • Medalha de Ouro 2016 do Concurso Nacional de Doces de Fruta Tradicionais Portugueses na categoria de doces extra, extremes;
  • Medalha de Prata 2015 do Concurso Nacional de Doces de Fruta Tradicionais Portugueses na categoria de doces extra, extremes.

 

Quais as maiores dificuldades com que deparam no dia-a-dia?

As maiores dificuldades com que nos deparamos no dia-a-dia são o aumento brutal dos custos de produção e a dificuldade em refletir no produto final os custos acrescidos. Também nos deparamos com uma escassez de matérias – primas.

E quais os maiores receios?

O maior receio é que esta crise demore a passar.

O que gostariam de ver mudado no vosso setor?

Gostarias que os produtos artesanais fossem mais valorizados.

Além dos produtos já mencionados tem produção de outros produtos?

A nossa atividade principal é produção de pera rocha, produzimos também maçã e ginja. De licores temos  de pera rocha, de ginja, nêspera e de  amora. De doces produzimos doce extra de pera rocha, de ginja, de maçã reineta, de morango e pera gulosa.

A sustentabilidade do negócio deve-se exclusivamente à produção e venda de licores e compotas?

Não, é muito difícil viver de produtos artesanais, a produção de doces e licores é  um complemento da atividade principal.   

A distribuição de todos os produtos é feita a nível nacional?

Temos pontos de venda em vários pontos do país



Morada: Rua da Vitória 18 – Boavista

2540-575 Bombarral - Portugal

 

Tel: (+351) 936 174 154

 

Email: licofrutos@gmail.com



(texto da autoria de Maria Delfina Gama)


 

Bares, Pubs, Clubes, Discotecas

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Neptuno - Bar na Ericeira



(Sandra Russo numa atuação no Neptuno Bar- Ericeira)

Num país turístico como é o nosso, são essenciais os bares, pubs e discotecas. Estes estabelecimentos são um grande apoio aos estabelecimentos de restauração e aos hotéis, ao contrário do que muitos pensam. Nada melhor que, em tempo de lazer, podermos terminar a noite com uma bebida a ouvir música ou a dançar seja num bar, seja numa discoteca.

É normal assistirmos a música ao vivo em muitos bares, sobretudo ao fim-de-semana. Estes são uma mais-valia para os músicos e, tal como referi no artigo anterior ou no artigo sobre a animação, a hotelaria, restauração e similares é um setor essencial para muitos outros setores, é o eixo central de muitas atividades.

(Francisco de Bruno Peças numa atuação no Neptuno Bar – Ericeira)

Como os leitores têm observado, em muitos dos meus artigos valorizo todos os profissionais que se mantêm ao serviço dos turistas nacionais e estrangeiros. Pessoas que se dedicam de corpo e alma ao bem servir independentemente dos seus estados de alma, de muitos acontecimentos menos positivos nas suas vidas pessoais ou empresariais.

É sabido que a maior parte do tempo da nossa vida é dedicada ao trabalho sob inúmeras formas, muitos de nós almeja a reforma sempre com a perspetiva de ter algum tempo livre para podermos usufruir do que não tivemos oportunidade de fazer enquanto trabalhadores quer fosse por conta própria, quer fosse por conta d`outrem.

Surpreende-me que a proprietária do Neptuno Bar situado na Ericeira, o bar mais antigo da Ericeira, continue a sua atividade depois de 36 anos a servir muitos dos turistas que passaram pela vila.

A proprietária deste bar, Fernanda, mais conhecida como Cher, hoje com 70 anos, pese todas as dificuldades, tem conseguido manter-se na atividade e diz que não pretende deixar de trabalhar. Para ela “trabalhar é o remédio para uma longa vida e felicidade”.

O Neptuno Bar abriu em 1987 como pub pela mão da Fernanda (Cher) e Vieira (Marido). Durante muitos anos empenharam-se em fazer, do seu bar, um bar familiar e conseguiram fidelizar muitos clientes até aos dias de hoje.

À medida que o tempo foi passando, a forma de servir e, mais bem-dito, o tipo de serviço foi mudando, adequando-se às gerações mais novas. Em tempos, era normal ouvirmos cantar o Fado neste espaço, hoje acontece esporadicamente e só aquando de confraternizações de alguns amigos.

O bar está decorado com lembranças de todo o mundo: foi intencional esta decoração?

Não, um cliente ofereceu uma lembrança, depois outro e assim sucessivamente.

Tenciona retirar parte dela, uma vez que são muitas?

Nunca pensei fazer isso, cada objeto tem uma história, um cliente por trás dela, faz parte da minha própria história, em suma da história do bar. Dá muito trabalho limpar tudo frequentemente, temos que ter muito cuidado, mas desfazer-me de algumas seria como se me desfizesse de uma parte de mim.

Disse que, pese todas as dificuldades, não pretende deixar de trabalhar: porquê?

Do trabalho é que tenho recebido muitas alegrias, é o que me tem mantido em pé e sempre me ajudou a criar a família, umas vezes com mais dificuldades, outras com menos, sem trabalho nunca poderia ter feito pela minha filha e as minhas netas o que tenho feito. Não é fácil criar uma família para quem está nesta área, temos um horário muito complicado para quem tem crianças.

Nunca pensou usufruir da reforma e ter tempo para si mesma agora com 70 anos?

Há alguns anos pensei nisso sim, mas à medida que os anos foram passando, coloquei essa ideia de lado. Eu vivo numa das melhores vilas do mundo, em que os turistas portugueses e estrangeiros vêm para cá de férias. Eu tenho a sorte de a ter para mim durante todo o ano. Pontualmente saio de cá numas curtas férias, no entanto estou sempre desejosa de voltar.

De voltar para os seus clientes?

Sim, sim, faz-me falta o ambiente do bar, a azáfama do trabalho e o cheiro do mar da Ericeira.

É da Ericeira?

Não, não nasci na Ericeira. Estou cá há muitos, muitos anos, é como se tivesse nascido aqui.

Quais considera os piores momentos desta longa carreira?

Sem sombra de quaisquer dúvidas a perda de alguns familiares, principalmente a perda do meu marido e a de muitas pessoas que frequentavam o meu bar. É uma realidade triste a que temos de nos habituar, faz parte da vida, embora seja muito difícil de aceitar e transpor. E foi o período da covid.

Durante a covid esteve fechada?

Eu vivo do meu trabalho e com a covid tive de pensar como ia orientar a minha vida, as contas não se pagam sozinhas. E, claro, recomecei a confecionar alguns pratos para poder fazer algum dinheiro. Foi assim que consegui passar esse malfadado período e ainda assim com muitas dificuldades. Foi muito, muito difícil. Espero que não venha nada por aí parecido.

Quais são os períodos do ano que mais gosta?

Eu gosto de todos os períodos, mas tenho um carinho muito especial pelo Carnaval. Gosto de me disfarçar todos os dias com uma roupa diferente que alio ao gostar de dançar e me divertir.

Costuma ter algum tipo de problema com os clientes?

É muito raro, quando acontece é solucionado rapidamente. Um Barman, neste caso, uma Barwoman, a quem os clientes confiam muito dos seus assuntos pessoais, estamos ali para aliviar o stress do dia-a-dia ou, em muitos casos, para ouvir pessoas que não têm com quem desabafar. Desde que haja respeito de parte a parte, cada um saiba ocupar o seu lugar, fazer um bocado de psicólogo ou padre é uma maneira de contribuirmos para o bem-estar de muita gente.

O que gostaria de ver mudado na sua atividade?

Mais flexibilidade com os horários em algumas épocas e dias da semana. É importante pensar-se em baixar o IVA, é muito difícil manter uma casa aberta com tantas exigências e com tantos impostos.

O que gostaria de dizer que não lhe perguntamos?

Eu gostava de agradecer publicamente a todos os meus clientes, mais que clientes os considero meus amigos, por deixar-me servi-los, por continuarem a deixar-me trabalhar, por dividirem muitas das suas coisas comigo. Eles são a minha família, embora não de sangue. E é esta família que eu pretendo conservar enquanto puder.

Merecem-no, correto?

Sim, merecem-no.

Se voltasse atrás no tempo, o que faria diferente?

Se eu voltasse atrás e mudasse alguma coisa, nunca teria os mesmos conhecimentos que tenho agora. Embora tenha passado por situações menos boas, das que prefiro nem falar, aprendi com elas. Foram lições de vida duras que me trouxeram até aqui com uma vontade de continuar a viver muito grande. Fernando Pessoa disse: “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo”, eu não as guardo, vou construindo o meu castelo como posso.

O que diria a quem tem dúvidas em servir o público?

Devem aventurar-se, conhecer e servir pessoas de todo o mundo não tem preço.

Por último, qual seria a sua mensagem?

A minha mensagem é uma coisa escrita por alguém que não me recorda a autoria: “Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter… calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram de trilhar na vida”.

E é mesmo assim, a mensagem mencionada pela Fernanda (Cher) é atribuída a Clarice Lispector, com a qual concordo. Não somos ninguém para criticar seja quem for, ainda que aparentemente passemos por situações similares, a nossa história é única, todos calçamos os sapatos de forma diferente.

Espero que a história da Fernanda (Cher) como profissional no mundo de servir e acarinhar quem nos visita sirva de um bom exemplo para as futuras gerações, com toda a certeza os turistas agradecem.

"A mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil ao maior número de pessoas." Michel de Montaigne

Rua Mendes Leal 12,

2640-329 Ericeira

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                                      (texto da autoria de Maria Delfina Gama)